segunda-feira, 24 de junho de 2019


No Divã da Saudade

Tivemos 03 anos de convívio, 30 anos de separação e 3 horas para tentar recuperar lembranças, intimidade, atualizar papos e nos reconhecermos. Mas será possível?
Com certeza não! Vamos precisar de mais tempo, mais encontros.  Fato é que um encontro como o que tivemos neste sábado é gatilho para despertar emoções e memórias há muito esquecidas nas dobras da vida que seguiu solene seu curso. Ao reencontrar vocês, fui forçada a reencontrar uma Francy que já não é a mesma. E tudo bem, não deveria mesmo ser. A vida é e será sempre assim. Precisamos mudar, precisamos crescer, no entanto as vezes no processo de crescimento esquecemos e podemos perder coisas boas do nosso Eu do passado. Um Q de sonhadora, de coragem, de desbravadora. Revê-los me fez sentir-me novamente jovem, confiante no futuro. Fui tragada de um cotidiano a la Chico Buarque  onde “Todo dia ela faz tudo sempre igual / Me sacode às seis horas da manhã” e mergulhei fundo  numa reflexão nostálgica, porém muito gostosa. Revirei baús, encontrei cartas, cartões, bilhetes e memórias de tantas pessoas e tantos momentos diferentes. Uma viagem deliciosa redescobrindo uma pessoa que já nem conhecia mais. Mas que existiu e que não precisa desaparecer, perder-se numa crise de meia idade (a chegada aos 38 anos não é fácil!) apática, caminhando a “passos de formiga e sem vontade”. Até porque a resposta está na própria nomenclatura da crise MEIA IDADE. Estamos só na metade do caminho. De vez em quando podemos achar que ele está no fim, porque precisamos de óculos para ver as fotos e ler a conta, porque os cachinhos castanhos já não são os mesmos, mas isso não é verdade. Ainda há muita estrada para percorrermos se nos enchermos da essência do EU de antes e somarmos a ela todas as conquistas, conhecimento e bom senso que a metade do caminho percorrido nos deu. Avante! Caminhe! Sorria! Ouse! Conviva! Compartilhe! Brinque! Estude! Aprenda! Ame! Viva com aquela alegria, disposição e coragem adolescentes. Se fizermos assim, daqui a 30 anos marcaremos outros encontros para apenas confirmar que estamos apenas na metade do caminho. E não quero abrir mão de vocês na metade que falta caminhar. Preciso de vocês para me conectar a Francy que estava ficando perdida no baú de cartas, bilhetes e cartões.  

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Conselho

Tem um ditado popular que diz: “Se conselho fosse bom, não se dava. Vendia-se”. Mais estou descobrindo que na verdade, pelo menos para alguns conselhos, o certo seria: Conselho bom não só se dá, mais se segue. Estou falando isso porque já há algum tempo tenho dado um conselho pro meu filho quando ele começa a reclamar comigo que a irmã o irrita. Eu digo: - Mais é você que tem de mudar! É você que está dando a ela o poder de te irritar! Mude e ela não te irritará mais. E ele sempre fica bravo, faz cara de quem acha quase impossível o que eu pedi. Mais até agora nunca tinha parado para pensar que não estou seguindo o meu próprio conselho. Aquelas pequenas “arengas” entre irmãos que o aborrecem me parecem coisas tão pequenas que eu não entendia porque ele achava um trabalho de Hércules mudar seu comportamento e não se irritar mais com a irmã. Mais o que eu não estava vendo é o quanto eu tenho o mesmo comportamento em relação a algumas pessoas no meu dia-a-dia e não estava ouvindo e seguindo meu conselho. Quando a reforma intima é em nós o papo é outro. Agora estou com esse trabalho de Hércules para fazer dentro de mim. Retirar o poder que uma ou duas pessoas tem de me tirar do sério e olha ... difícil. Tentei analisar porque elas me irritam e não consegui explicar. Devem ser arengas tão pequenas quanto aquelas dos meus filhos. Falando a verdade, nua e crua, ainda não consigo eliminar o sentimento. Pelo menos já ouvi o conselho, e agora busco neutralizar o sentimento, me distanciar, enquanto não é possível a total harmonização. Que comessem os trabalhos para um dia seguir meu próprio conselho.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Saudades


Ah, que saudades, meus amigos! Que vontade de ter de novo essa ânsia de pôr no papel as letras do meu pensamento. A vontade de me sentir com vocês, outra vez, como antes, num papo gostoso.  O teclado me atraia, mas eu estava vazia. O verbo não fluía. O pensamento não vinha. Porém quando nossos olhos veem e nossos ouvidos ouvem, nossa cabeça se enche de conjecturas, análises, preces e agradecimentos ao Deus maravilhoso que a todo instante nos convida a conhecer, refletir, melhorar, crescer. Durante o final de semana fui bombardeada de informações que ficaram gravitando em volta de mim...Precisava escrever.
“Chorar no papel”. Essa frase não é minha. É da escritora Eliana Zagui, explicando  numa entrevista como nasceu seu livro: “Pulmão de Aço – Uma vida no maior hospital do Brasil”. Nele ela conta sua trajetória de 36 anos morando no hospital das Clínicas em SP depois que a poliomielite lhe causou graves paralisias, deixando-a praticamente sem movimentos e com dificuldade para respirar sozinha. Porém mesmo assim, ela escreve e digita com a caneta na boca, pinta, estudou inglês e italiano. Como podemos, ó Pai, nos revoltar com provações tão menores que a que essa irmã enfrenta? Como podemos duvidar da diferença das dádivas do céu e dos bens da Terra? Estamos sempre querendo o pódio, mas não queremos correr a corrida. Pobres materialistas, que não querem tirar seus pés da Terra e voltar suas mentes, inteligências e vontades para o céu! Preferem permanecer displicentemente apegados as suas paixões e conquistas terrenas.
A verdade não deixa de ser verdade porque você, ou eu, ou nós, não acreditamos nela. A verdade é. Ela independe de nós. Para o homem medieval um carro era algo “impossível”. Nem precisarmos ir tão longe, para o homem da década de 20 o fax era “impossível”. Contudo, eles sempre foram possíveis. Tudo que a humanidade fez, sempre foi possível, os recursos já existiam, faltava apenas a inteligência e a vontade humana em fazer. No quesito inteligência não tenho muito a falar, tudo que a humanidade se propôs a fazer, mais dia menos dia ela fez. O problema está na vontade, na vontade de fazer certo. Na década de 70 um arquiteto americano teve seu diploma cassado porque ousou construir uma casa com lixo, hoje diríamos com resíduos descartados. Algum tempo depois e com o planeta ameaçado, ele  não só recebeu o diploma de volta como também o título de “visionário”. Mais será que temos que destruir para descobrir depois, que poderíamos fazer melhor? Quantas tecnologias são conhecidas do homem e que podem causar impactos menores ao planeta e ao próprio homem e não são utilizadas por causa de personalidades ególatras, vaidosas, ambiciosas de pessoas e nações?  Pode-se gerar energia com o sol, o vento, e até excrementos. Isso para eu que sou leiga, porque devem existir outras fontes que desconheço. Mais o homem continua construindo usinas nucleares e inundando reservas.  Foi apresentado na Rio + 20 um ônibus que usa a tecnologia da levitação. Oras bolas ... o homem da Terra já descobriu que é possível um ônibus levitar, ele apenas ainda não domina os recursos materiais capazes de viabilizar esta produção em grande escala, mas continua achando-se no direito de rir e chamar de fantasia ou de impossível  a concepção das cidades espirituais reveladas nas obras mediúnicas. Homem-criança, que só pode crer no que toca,  que já descobriu a divisão do átomo, que já conhece tantas leis da química e da física, e ainda sim não quer crer numa vida fora da matéria mais grossa. Ainda não aprendeu que ele apesar de já conhecer tudo isso, todos os dias se depara com novas descobertas, novas possibilidades. Então porque não partir do princípio de que: sim, é possível que eu não saiba de tudo. É possível que eu não esteja vendo e sentindo tudo. É possível que eu não esteja me lembrando de tudo.
Pobre criança perdida, que não vê que mesmo sem ela crer a verdade divina não mudará. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Lágrimas

Têm dias que só as lágrimas podem nos aliviar.
Mas elas não podem ser  lágrimas de desespero, precisam ser  lágrimas de constatação, de resignação, lágrimas de “esvaziar o pote”. Tem notícias que nos chegam e são tristes, não são as que queríamos ouvir... mas fazer o que?? Elas estão aí... e temos que continuar, temos que achar outro caminho, temos que ser água e vencermos os obstáculos. Mais estou descobrindo que não tem nada de errado com as lágrimas. Elas não nos farão fracos, elas não impedirão de entendermos a situação... bom, claro se elas foram assim: brandas, pacíficas, quase que falando: Ok, ainda não foi!!! Calma um dia não estaremos mais no acostamento, um dia estaremos aí, na estrada!!! Pra vencer ou pra bater, mais na estrada!
É como me sinto hoje: no acostamento. E como disse Zeca Baleiro: estou em setembro esperando agosto passar!
Pai me ajuda! Mande-me as lágrimas que limpam e esvaziam.  As lágrimas de certeza que são só os sacos de areia do balão que preciso soltar para que o peso diminua e o balão ganhe novamente altura.
Pai me ajuda! Ajuda-me a fazer do próximo, o meu objetivo. Ajuda-me a ceder com alegria e bom grado os dias em favor dos próximos  mais próximos, e esquecer o EU, o EGO, os meus desejos que (ainda)  insisto e não são para agora!!!!
Pai me ajuda a assumir a prova mais não optar pelo sofrimento!
Amém!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Crítica

Há alguns dias atrás, conversando com um amigo e um dos destinatários do meu blog, ele me disse das críticas e “gozações” que uma amiga em comum fazia toda vez que recebia um novo texto meu. Fez um “tóiimm” lá dentro... primeiro pela pessoa que estava fazendo a crítica, segundo porque não eram exatamente críticas, eram mais gozações sobre o que tenho escrito. Cheguei a pensar em não escrever mais, fiquei com medo de estar escrevendo abobrinhas demais, com medo da exposição, com medo de deixar a cara na janela. Mas depois parei e pensei: Qual o objetivo do blog?  Não é poder me expressar, poder colocar no texto meus pensamentos, sentimentos, tristezas, alegrias e o que quer que eu deseje? Não é uma forma de me desafogar? Eu sou o foco, e não ela. Nunca escrevi para ser a dona da verdade. Seria pretensão demais achar que não receberia críticas, na verdade nunca tive essa ilusão, pelo contrário, a cada texto que divulguei sempre fiquei muito ansiosa pelas notas que poderiam chegar a minha caixa de entrada com comentários, sugestões e críticas. Acho até que é exatamente o que mais me incomodou: porque ela não colocou suas opiniões para mim? Porque ficar falando com terceiros? Mais como dizia um tio meu: Haja Saúde!! Cada um com seu cada um, não é mesmo!
Por isso resolvi continuar refletindo e escrevendo sobre as coisas que vivo. Esse foi um caminho muito interessante que descobri ano passado e que tem me ajudado a atravessar tardes lentas, meses tristes e desejos não realizados. Um caminho que muitas vezes me ajuda a chegar na resignação que é preciso ter, para estar neste mundo de provas e expiações. E, se achei uma forma de me comunicar, de me entender, de me manter saudável e, se no meio do caminho pelo menos uma pessoa achar alguma coisa boa no que escrevi, já terá valido a pena! As que não gostam terão sempre a escolha do botão de deletar ou podem me avisar para que eu as exclua da lista de destinatários. Aos que gostam, não vão claro concordar com tudo, sempre, oras terão pontos de vista similares, ora terão pontos de vistas antagônicos e sempre terão o botão de responder a disposição para enviar-me suas opiniões e crícitas, e assim, entre uma nota e outra, entre um texto e outro, estaremos exercitando a bela e difícil tarefa da convivência e do diálogo. Sem hipocrisias, sem maledicências, mais com amizade e bem querer... mesmo na crítica.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sessão Cinema

Não tenho uma memória muito boa, para filmes e músicas então... não gravo os títulos, não lembro os autores e quando me perguntam, numa roda de conversa, qual meu filme preferido fico pensando, quase espremendo os miolos para lembrar (ou decidir) qual é o meu filme favorito e as vezes respondo um qualquer, ou nem respondo. Bom, já vi muitos filmes que me fizeram chorar. Na verdade antigamente chorava até com seriado americano (uma vez chorei tanto assistindo um episódio de Party of five que qdo cheguei no trabalho minha gerente me mandou de volta para casa para me recuperar da “gripe” KKK) Mais ultimamente só choro assistindo filmes quando é daqueles que me faz ficar de olho inchado e nariz entupido. O primeiro filme que me lembro ter chorado baldes e baldes foi Kramer x Kramer, quando o assisti ainda era menina, estava na sala da minha casa em Nova Iguaçu assistindo-o pelo corujão. Chorei tanto (mesmo enfiando a cara na almofada para abafar o barulho) que acordei minha mãe. Com certeza tiveram outros depois, mais como já disse minha memória não é uma brastemp, então vou pular para um outro que assisti em carajás, eu e Marcello, e falava da história de um bebê que foi adotado pela assistente social e depois a mãe biológica volta para apanha-lo (tive de descreve-lo pois não sei o título). Nesse filme também chorei horrores, e já quase no finalzinho meu irmão chegou lá em casa e qdo fui abrir a porta ele tomou um super susto, achou que algo de muito sério tinha acontecido. E assim foram indo e vindo filmes que me emocionaram muito. Com Mama Mia, não chorei, mais ele com certeza está na lista dos meus filmes preferidos. Acho que não chorei porque, agora analisando melhor, todos os outros giram em torno da relação de pais e filhos. Um deles (que me arrebatou ano passado) tem o título em português de “O primeiro da Classe”, onde o tema central é a superação de um cidadão americano a uma doença chamada Síndrome de Tourette, acho até que já escrevi aqui no blog sobre ele, por isso não vou me alongar nele. Bom e porque estou falando sobre essas coisas? Porque acabei de assistir “Querido John”. Classificado como romance, o tema secundário, o relacionamento de um pai autista e seu filho, é comovente. O (provavelmente) único toque na cabeça do filho, aquele acalanto esperado por anos e anos foi das cenas mais bonitas que vi ultimamente. Realmente de entupir o nariz de tanto chorar. O romance dele e da mocinha do filme (a mesma atriz de Mama Mia) também é uma história bonita.
Fico viajando nessas histórias. Imaginando quão fundo são nossos sentimentos, nossas reentrâncias, nossos buracos... dia desses conversando com uma amiga, eu disse que estava sempre em busca de me conhecer, ela se espantou e achou que isso não fazia sentido, porém quando vejo um filme desses tenho ainda mais certeza de que não me conheço totalmente. Que não sei ainda o que está ou não está resolvido dentro de mim. Pode até ser que as coisas estejam mais resolvidas do que imagino, ou pode ser também que estão tão enterradas que não consigo atingi-las. Essa emoção toda, quase uma comoção me diz que é um assunto para eu prestar atenção. O fato é que adoro chorar assistindo a essas histórias. Adoro poder me perder pensando em o que significa tanto sentimento, tanta emoção. Adoro poder me buscar, pois acredito que será assim que um dia vou acertar mais que errar, ser mais bela que feia, ser mais justa que injusta, ser mais coerente que incoerente, ser mais tolerante que intolerante ... ah sei lá.... então, o meu filme favorito de hoje, antes que me esqueça é: Dear John!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Beija-Flor Minha escola, minha vida, meu amor

Meu povo e minha povoa,
Domingo foi o pontapé inicial para o desfile da Beija-Flor de 2012. Ou melhor para o desfile do BI, como disse um dos diretores de harmonia. Eu e Gustavo participamos, debaixo de uma chuva insistente, do primeiro ensaio técnico na Sapucaí. Aos 44 min. do segundo tempo o presidente da ala me ligou dizendo que eu poderia ir buscar as camisas que garantiriam o nosso acesso ao ensaio. Saí correndo da casa de amigos para avisar meu sobrinho e rumarmos ao samba... Uhhuuu Nova Iguaçu! Ou melhor dizendo: Uhhuuuuu Nilópolis! E lá fomos nós, devidamente encamisados. Eu estava super feliz, me sentindo completamente “local”,  pois tinha estado na quadra na última quinta e agora estava prestes a exercer meu dever mais uma vez de componente, disposta a dar sangue e suor (uiii, menos, muito menos.. vamos ficar com suor e chuva!) pela escola. Mas toda aquela empolgação de "fazer parte", de "ser local", de "ser componente" iria ser golpeada logo, logo.
Encontramos a escola já com as alas organizadas e tentado achar nossa ala, me dirigi a um homem que supostamente era um diretor de harmonia (já que a camisa dele era diferente das nossas) e toquei-o no ombro cumprimentando-o: Saudações nilopolitan ...Ele não deixou que eu completasse a frase, foi logo gritando: Eu não sei onde é a comercial, aqui é só comunidade, não sei nada de comercial! Diante da minha cara de susto pela sua reação grosseira, ele baixou o tom e tentou consertar, indicando outra pessoa para eu perguntar. Demos meia volta, eu e Gu, e continuamos buscando o nosso lugar "na formação". Não encontramos ninguém disposto a ajudar "a comercial". Então resolvemos ficar por ali observando tudo e todos, e olha que tinha muita figura engraçada. Porém continuava intrigada em saber se estava escrito na nossa testa "Ala Comercial" para o brodinho ter percebido tão rapidamente nossa condição. Enquanto nos perguntávamos isso, uma mulata de sorriso grande e jeito extrovertido cutucou Gustavo e perguntou: - Quais são as cores da escola? E Gustavo (ainda com aquela cara: será que é comigo mesmo!?) respondeu: azul e branco. Então a nossa mais nova amiga de infância disparou: - Então o que você está fazendo com essa bermuda preta!?!?? ... Nusinhôra! A ficha caiu... Olhamos em volta e descobrimos que não estava escrito em nossa testa, estava escrito em todo o nosso corpo. Todos usavam shorts, saias ou bermudas brancas, enfeites nos cabelos ou chapéus os mais variados, com e sem enfeites, as mulheres (e os do 3 sexo tb) estavam maquiadas e calçadas para fazer um show. Nos olhamos dos pés à cabeça, e ambos de: tênis, bermudas escuras, sem um adereço azul enfeitando cabelos ou cabeça, e eu sem ao menos um batonzinho. Conclusão: COMERCIAL - o segundo escalão dos componentes de um GRES (grêmio recreativo escola de samba). Meu diretor (Laíla) que me perdoe, mais componente de ala comercial que vai à quadra, participa de ensaio técnico com chuva  e ainda assim pula, dança e canta o samba até a praça da apoteose, merece consideração igual (ou até maior) de que os da comunidade.
Já é... fevereiro, me aguardem!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Em busca de mim

Ando meio perdida, meio confusa. As vezes acho que não me conheço mais. Por isso estou tanto tempo sem escrever. Sinto que as palavras estão misturadas, os sentimentos, os desejos, também. Preciso encontrar de novo um ritmo, me conhecer mais um pouco. Por enquanto acho que vou meditar mais que escrever. Parece que tudo que tenho para escrever ou é sem sentido ou vai doer ...
Então escolho a pausa.
Vou buscar-me...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mudanças e Descobertas

Caros amigos deste modesto blog via email, o meu blogmail! Estou morrendo de saudades de vocês e de dividir meus pensamentos e burrices cometidas com todos. Nas últimas semanas passei por muita coisa nova, tanto materialmente quanto emocionalmente. É que eu e minha família nos mudamos para a nossa casa própria. Sim, nossa: minha, da minha família e da Caixa Econômica também. Rsrsrsrs! Nada demais, temos 30 anos para quitar. rsrsrsrsrsrs

Bom, mas o que me fez quebrar o jejum de escrever, foi uma emoção nova que experimentei ontem e hoje: a independência! Vocês devem estar se perguntando a que tipo de independência estou me referindo, e imaginando que estou falando da aquisição da casa em si, sem "paitrocinios" , heranças ou qualquer outro benefício que não sejam os do trabalho de anos do Marcello (e meu tb já que contribui um pouquinho com meu FGTS). Bom apesar disso também ser mega, hiper- importante, minha empolgação hoje foi a conquista de lidar com  a furadeira. Sim, meus caros leitores, fiquei muito feliz com meus primeiros furos solos!

Toda  mudança gera uma série de perturbações e providências que as vezes (quase sempre) nos deixam estressados. E os furos para colocar tudo no lugar: plantas, prateleiras, suportes diversos, espelhos, etc e tal, vão ficando para depois, pois as prioridades são outros reparos. Eu já estava acostumada a mudar móveis de lugar, trocar lâmpada, subir no telhado, limpar a calha, mais ainda não tinha me atrevido a fazer furos. Na minha primeira casa em Carajás, meu furador oficial era o João Gerson, depois ele foi embora de lá e fiquei com o Paulo Cesar. Este também caçou seu rumo e então conquistei o super-Miguel (meu Pereirão particular). Mais depois que cheguei a Campos, se quisesse colocar um quadro  na parede tinha de pagar. Um furo... alguns reais... e assim foi. Acabei por descobrir os santos pregos de aço, que não entortam e ficam bem fixos a parede, mas eles não servem para todos os tipos de acessórios, as cortinas por exemplo, tem de ser na bucha e parafuso! E assim fiquei eu dependente dos Pereirões da vida. Mais isso agora está acabando. Estou assumindo a máquina de furar! Adorei! Claro que no começo as coisas são difíceis. Minha primeira tentativa foi colocar o suporte para mangueira de jardim. Escolhi a broca, separei os parafusos e buchas e mandei brasa........ beleza, penetrei, umas marteladinhas e a bucha entrou,  agora é só aparafusar. .. E faz força daqui, faz força dali e nada do parafuso entrar. Pensei que ele estivesse pequeno demais para a bucha então peguei um mais "purrudo" (mais grosso, maior, para quem não conhece os vocábulos paraenses) e  tome-lhe força e nada. Peguei outro maior ainda, e nada. Só então percebi que estava girando a chave de fenda ao contrário...kkkkkkkkkkk... ahhh, pelo menos descobri a tempo de voltar para o primeiro parafuso escolhido (que estava certo de tamanho) e aperta-lo, desta vez girando para o lado certo. Me sentindo infantilmente poderosa com a furadeira na mão, parti para outras missões. Fui pregar um suporte para planta na parede. Novamente  escolhi, broca, bucha e parafuso... e vamos a força e ao barulho. Desta vez acho que a parede era de concreto, de cimento de primeira ou de tijolo maciço, porque mesmo fazendo força não conseguia dar a profundidade necessária ao buraco. Acabei cortando um pouco da bucha: assim vai dar, pensei! Ledo engano, não deu! Mas não me amofinei (aborreci, desisti) peguei uma bucha 6 e o buraco parecia ter sido feito para ela! Minha samambaia "renda portuguesa" já está suspensa em local seguro (espero que esteja mesmo), protegida do excesso de sol e chuva.

Porta vassouras, cabides, toalheiros.... me aguardem, aí vou eu!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Auto-regressão

Há pouco tempo me disseram que eu “gosto” dos produtos de limpeza. Isso me incomodou. Meio que me entristeceu mas não me magoou. Porque para me magoar eu tenho que permitir. Não é o outro que me magoa, sou eu que me magôo. É em mim que a magoa fica então sou eu quem tem de lidar com ela. Minha teoria é que se  reconhecemos uma falha nossa, o potencial de “criar” uma mágoa aumenta. Sócrates aconselhava: “Conhece-te a ti mesmo.” Isso é simples, ou ilógico apenas para os tolos. Então, buscando me conhecer pensei: Eu não gosto dos produtos de limpeza, pelo contrário, eu gosto dos perfumes, das lojas de roupas, dos cursos de idiomas, de viajar, de ser independente (ou talvez o certo é dizer inconseqüente), das lojas de bijuterias, mais se estou presa aos produtos de limpeza não é porque gosto deles, mais porque preciso deles. Logo, outra teoria minha é que em vidas passadas, minha grande falha era a futilidade extremamente mimada, uma madame que tinha a vida completamente dedicada a si, a sua aparência, aos seus desejos imediatos, aos seus instintos, não importando qualquer que seja o meio para chegar a este fim. Trágico?! Improvável?! Exagerado?! Não acho. Acho que ficar imaginando que fui anjo e vim nesta vida em missão que é exagerado e absolutamente improvável. Logo, se não passo por grandes dificuldades, também não tenho todos os desejos atendidos. Mais quem é que veio nessa vida para ter todos os desejos atendidos? A transformação de uma coisa para outra coisa se dá com dor e paciência, mas fica mais fácil se os outros também entenderem a metamorfose necessária a que nos submetemos quando queremos, decidimos deixar para trás os velhos vícios. Tem um ditado que diz: “feliz daquele que ama o que faz, porque só assim nunca precisara trabalhar.” Então, caso você ame o seu trabalho, parabéns! Você recebeu um prêmio, porém apesar disso também tem suas provas e metamorfoses a fazer, mais esta não é uma delas. Logo, procure entender que o trabalho que ainda não amamos, mais que precisamos, nos causa insegurança, cansaço, tédio, ou outros adjetivos. Nunca porém alegria. Essa virá quando aquilo não representar mais uma falha sua, quando você for capaz de amar aquele trabalho. Quando ao executá-lo não sinta a sensação de que está renunciando sua vida (quando na verdade estamos renunciando nossas falhas). Ter consciência de estar no caminho certo, não nos exime da dor da transformação. E quem sabe, um dia vou gostar dos produtos de limpeza... poderei até fazer coisas do tipo: - Ah, não tô fazendo nada mesmo, tem até uma graninha sobrando, vou ali no mercado ver o que chegou de novidade na seção de limpeza!”
Ce la Vie!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A segunda metade

Tem gente por aí que está a procura da sua segunda metade. Da sua alma gêmea ou como dizem da outra metade da laranja. Eu não! Eu estou atrás da minha própria segunda metade.
Considerando uma expectativa de vida de 80 anos, posso dizer que estou prestes a fechar a primeira metade e iniciar a segunda. E a crise dos 40 (esta será a primeira e última vez que falo sobre isso, pois para todos os efeitos sempre terei 38 anos!!!) tem me proporcionado muitas conservas silenciosas.
Quando era uma garota (sim, porque algo de bom deveria ter no fato de fazer 40: dizem que é a idade da Loba... hummmm, melhor que ser uma garota!Não acham?) , achava que uma pessoa de 40 ou 50 anos era velha. Os muito jovens são assim. Nesta fase suas expectativas e sonhos para a vida são muito materiais, eles podem tudo, sabem tudo, não querem conselhos, acham que o tempo passa bem devagar, como se 20 anos fossem levar 20 séculos. Hoje posso afirmar que muitas vezes 20 anos passados podem parecer 2 anos. Os muitos jovens se lançam numa busca por sucesso, carreira, dinheiro e esquecem de se conhecerem, acham que serão eternamente jovens, e se alguém perto deles diz: “- Ah se eu tivesse 20 anos de novo, mais com a cabeça de hoje!” Eles irão olhar de lado e achar que somos dinossauros caretas. Mais é bem provável que um dia esse, já não tão jovem assim, se pegue falando ou pensando esse clichê.
Mas eu resolvi diferente. Resolvi que não quero ter de novo 20 anos. Resolvi que quero começar a construir a ¾ da minha vida de bem comigo, com uma sensação de dever sendo cumprido, sem arrependimentos, sem lamentações. Sofrimentos eu sei que terei, assim como momentos de alegria também surgirão, porém a felicidade (ainda) não é deste mundo. Buscando esse equilíbrio entre os meus sonhos e desejos materiais e o meu EU, ganharei passaporte para mundos menos materiais, onde as leis da cooperação, da fraternidade, da honestidade não serão consideradas cafonas. Mundos onde quem vence não é o mais esperto, mas o mais justo.
Não é fácil, bem o sei. Quando olhamos para trás sentimos: “- Nossa já passou todo esse tempo?” Porém na hora que a dor está doendo, os ponteiros do relógio parecem parados, sentimos como se o tempo não passasse. Mas tenho um recado de alguém muito, muito, muito, imensamente, acima de nós, Maria de Nazaré: Tudo passa!
E, aqui na Terra tudo passa mesmo. A flor é semente, depois cresce, floresce e morre, para novas flores surgirem. O sol nasce e o seu alvorecer dá espetáculos de beleza, mas logo ele irá se pôr, para novamente renascer. Então amigos queridos, é a vida ... um eterno nascer, crescer, morrer ... para depois renascer, tal é a lei! Somos imortais, e como seres imortais estamos proibidos de nos sentir fracassados seja em que fase da vida for. Seja um sonho que tinha e não se realizou, seja porque motivo for.  Olhe para frente, olhe para além! So, last but not least, estou atrás da minha segunda metade. Da metade que será capaz de equilibrar os meus sonhos e desejos materiais com a evolução do ser espiritual que sou. Da capacidade de acima de acreditar em mim, eu possa acreditar no PAI. A minha alma gêmea sou eu mesma, despida da simplicidade e da ignorância com que Deus, em sua infinita bondade, me criou para a imortalidade. A minha outra metade sou eu melhor que antes, tendo ou não os meus desejos materiais atendidos.

domingo, 2 de outubro de 2011

Convivências e Amizades

Muitas são as apresentações de slides que recebemos, e repassamos, das chamadas “correntes” da comunicação moderna: o email, sobre amigos e amizades.
Umas melosas demais, outras criativas e divertidas, enfim de todos os tipos. Acho interessante, e como disse às vezes repasso algumas, para falar a verdade evito as mais melosas e prefiro as originais ou divertidas. Mais tem um problema que me preocupou nisso: para quem estamos repassando essas correntes? Para alguém que temos convívio diário? Para alguém que não está mais no nosso dia-a-dia, mas nunca sairá de nossas vidas? Ou para todos da sua lista de contatos? Mais, que as mensagens de correntes, gosto de cultivar os vocabulários específicos que “foram surgindo” ao longo de convivências e amizades. Nós, eu, minha família e meus amigos, temos vários desses vocabulários que se fossemos conversarmos junto de um grupo novo de pessoas, metade deles não entenderia. E o engraçado é que para cada grupo, ou tribo, de amigos temos vocábulos diferentes que nos remetem imediatamente a uma lembrança gostosa de uma convivência nossa.
Coisas do tipo: Tio Bimba (na verdade até hoje não seu se é uma pessoa que existiu...mais para mim soa como “tíuubimba). Tecla sap: As crianças subiram e desceram a esteira rolante do novo supermercado numa verdadeira “tíubimbagem”!. Ou: Eu, ao conseguir conversar pelo skype pela primeira vez através do microfone gritava mais que um surdo falando ao celular. Acho que eu queria superar a tecnologia e me fazer ouvida lá do outro lado do mundo pela própria voz. Uma verdadeira atitude “tíuubimba”.
Como esse, temos outros vocábulos próprios e como cada um está ligado a um grupo especial de amigos/família e cada um deles trás recordações deliciosas, que acho bem apropriado para uma tarde de domingo revisita-los. É como se pudesse conversar com cada amigo. E, é exatamente por isso que para muitos, alguns não terão sentido. Perdoem-me, se não traduzo cada um deles. O que pretendo com esta reflexão é questionar a todos: Qual é o grau de amizade que você criou com essa ou aquela pessoa? Vocês já tem em comum histórias e vocábulos particulares? Vocês já ligaram para dar uma boa ou uma má notícia? Ou vocês se vêem muito raramente, mais repassam correntes de amizades quase todos os dias? Eu repasso correntes de amizade, mais não quero, e não vou, perder o contato físico com nenhum dos meus amigos especiais que a muito custo aprendi a cativar. As correntes serão só para os momentos em que a vida e as condições me impedirem de abraça-los pessoalmente. É em homenagem e lembrança há alguns desses amigos que seguem bobagens que já inventamos ou apenas surgiu:
Ôh carlinhos! / Atento helicóptero, me cópia, me cópia? / Me abduziu / Decoração com muitos candelábios. / Visitar animais empanados no museu de taxidermia. / Vestir uma camisola de chifrão / É dois / Tome-te / Ser um Silveira. / Fazer um gazebo / Missão / Considerado(a) / peida no samba / bebidas, maiiis bebidas? /putaria franciscana  / Poder de visualização / sacanear a guerra com baladeira / rala cowboy / tu vacila mais é legal / Botafogo, botafogo campeão EM 1910 / Não é assim que a banda toca / e outros mais............. saudades e beijos a todos os meus amigos!!!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Petit Gateau

Insondáveis são os caminhos do Cristo para nos conduzir na caminhada evolutiva na Terra!
 Em Carajás há alguns anos atrás ouvi uma palestra do Sr. Quincas, onde ele dizia que hoje em dia, todos nós traçamos nossas metas para nos aprimorar na nossa formação profissional, planejamos nossos MBAs, mestrados, estudo de novas línguas e estamos sempre pensando em como fazer nosso currículo profissional atualizar, mas que esquecemos de fazer isso com nosso currículo cristão. Que assim como colocamos metas para sermos melhores profissionais, devemos também ter nossas metas para sermos melhores cristão, consequentemente melhores pessoas, de tempos em tempos. Ele sugeriu que pelo menos a cada 03 anos devemos ter nos tornado melhores espíritas, católicos ou evangélicos, dependendo da nossa religião, do que fôramos 03 anos antes. Isto me marcou bastante. Achei muito coerente e tenho tentado ser uma cristã melhor que antes. E acredito que estou conseguindo melhorar. Para embasar esta minha afirmação, vou lhes contar agora uma história de 10 anos atrás.
Em outubro de 2001, grávida da minha primeira filha, ao comentar com minha gerente (que era paraense) que iria à Belém para assistir ao Círio de Nazaré, na companhia de meu marido, uma amiga e sua colega de república, ela então falou que eu não poderia deixar de ir ao restaurante X, na ainda nova, região das Docas e provar um bolinho de chocolate, com chocolate quente derretido por dentro e servido com sorvete de creme. Minha boca encheu d´água desde a hora que ela começou a descrever como era o tal bolinho, o lugar onde ele era servido e etc e tal. Aquela altura já estava quase me esquecendo que ia à Belém para o Círio e só pensava no tal bolinho. Aliás, para falar dessa viagem como ela merece precisaria escrever um livro, pois aí poderia contar: como foi chegar ao hotel, como era a toalha de banho que encontramos como era o café da manhã (melancia à vontade), do chuveiro que caiu na minha cabeça enquanto tomava banho, e muito mais coisas até a hora de voltarmos para Carajás. Uma verdadeira comédia pastelão. Bom, mais voltando ao Petit Gateau... Depois de muito falar, durante muito tempo, na cabeça de todos que tínhamos que ir a Docas e comer o tal bolinho conseguimos chegar lá. Ao chegarmos lá, eu quase que correndo em direção ao restaurante indicado, a amiga da minha amiga resolve que não quer comer lá ... surtei, xinguei, dei pitti e estraguei o resto do clima do feriado. Durante muito tempo não admiti que eu tinha agido errado. Achava que minha vontade deveria ter sido soberana e que a culpa dos pittis e xingamentos não era da minha falta de educação e egoísmo mais sim do excesso de hormônios e desejos da gravidez. Bom, passados uns anos, ainda morando em Carajás, eu já era capaz de reconhecer que havia sido mal-educada. E até aprendi a fazer petit gateau para não passar mais vontade. Um passo dado, pelo menos, reconheci minha falta de educação. Mais aí, a amiga da minha amiga não morava mais lá e não precisava pedir desculpas. Só que alguns anos depois, já em Campos, descubro uma paixão. Um orador que me abduz a outro universo toda vez que o ouço. Ele é um estudioso do Novo Testamento e também várias obras espíritas que me faz ter vontade de ficar perto dele, de conhece-lo, e dizer: Você é o cara! Na alegria de descobrir uma fonte de conhecimento e esclarecimento tão fascinante, escrevo aos amigos espíritas de Carajás para conhecê-lo. É ai que minha amiga, aquela que foi conosco à Belém, me conta: - Noosssa, conheço ele demais, já tomou café lá em casa! Lembra aquela minha amiga de república que foi conosco à Belém? E eu respondi: - Qual, aquela com quem dei pitti? Lembro! E minha amiga dispara: - Essa mesma, ela é a esposa dele!
Ai, ai, ai, que mundo pequeno... fiquei passada. Agora estou apaixonada pelo marido dela (apaixonada pelo conhecimento que ele tem e vem nos oferecendo em suas palestras). Se pudesse estar com ela eu diria: - Ei “fulana”, será que você, e sua família, não querem fazer uma visita a minha família? Vou preparar um lanche para nós, com direito a Petit Gateau e pedido de desculpas pela minha grosseria de outrora.
Ô mundo pequeno... quase todo dia assisto uma palestra dele na internet, e além de prestar muita atenção nas lições reparo sempre na aliança, como se ela me lembrasse a tarde que fomos as Docas, em Belém!

domingo, 4 de setembro de 2011

Monstros S.A.

Você já assistiu a este filme de animação? O que pode falar dele?
E o Jornal Nacional, Tele-jornais em geral? Já assistiu? O que acha deles? Sobre o que falam? Já assistiu Cidades e Soluções, Ação, Globo Rural, Mundo S.A., Globo Universidade?
Posso estar enganada, mas acho que as respostas SIM para os telejornais serão quase que de 100%. Para o filme de animação alguns responderão que sim, assistiram, mais era só um “desenho animado” e alguns poucos, para não ser pessimista, digamos que metade dos leitores já assistiu aos outros programas questionados.
A onde quero chegar? O que eles têm em comum? Uns são como nós, a maioria da humanidade, só enfiam a cabeça na terra como avestruzes. Os outros são como os trabalhadores de boa-vontade, estão sempre em busca da transformação, da renovação. Sempre me impressiona a capacidade que temos de propagar e propagandear as notícias tristes, a violência, a corrupção e calar diante de notícias inovadoras, surpreendentes, boas na sua essência mais completamente diferente do “convencionado”.
Hoje, domingo, passou a segunda e última parte de uma reportagem sobre os Biodigestores. Uma nova forma de tratar os “dejetos” gerados pelos grandes rebanhos comerciais, sejam bovinos, suínos ou as granjas. Mais o que são “dejetos”? Nada mais do que cocô, bosta, caquinha, estrume... é, isso mesmo. Você, ser urbano, que acha que o leite nasce na caixinha e que nem imagina como é um toucinho de barriga, já havia parado para pensar que a grande quantidade de dejetos produzidos por essas criações é uma ameaça ao meio-ambiente e até contribui para o aquecimento global? Pois é, mas é a mais pura verdade. E aí vem o conhecimento, a tecnologia, o interesse e a iniciativa de algumas pessoas de boa-vontade, que não se contentam em apenas reclamar da vida e fazer sempre tudo igual e desenvolvem um processo (o tal do biodigestor) que transforma os dejetos, a caquinha, no bom coloquial, em energia, em biofertilizante e em equilíbrio ecológico, ao queimar o gás metano que iria para a atmosfera. Além destas conquistas que por si só, já seriam razão suficiente para que todas as propriedades produtivas tivessem seus biodigestores, ainda traz outro benefício: uma renda maior para o produtor (eles estão vendendo energia elétrica) e com isso o desejo das próximas gerações continuarem no campo. Sim, porque com qualidade de vida, retorno financeiro ao seu trabalho duro, consciência e manejos limpos no campo, beleza natural e ar puro o quê que eles vão fazer na cidade?
O que alguns podem não perceber é que a capacidade de gerar energia a partir do cocô (me desculpem se insisto na forma pejorativa e popular do termo, mais só ela pode dar a dimensão do contra-senso que a humanidade se lança) é uma opção para, senão substituir as outras formas de produção de energia no mundo, pelo menos complementa-las. Estão alcançando a dimensão disto: no Brasil temos apagões, no Japão crise por causa da contaminação nuclear, no oriente médio guerras sangrentas por causa do petróleo, em Belo Monte discussões infinitas entre os impactos ambientais da construção de mais uma hidroelétrica e seus benefícios? Eu sei que não entendo quase nada de hidroelétricas, indústria do petróleo, ou energia nuclear, mais tenho certeza absoluta que sempre há uma forma mais limpa, ecológica, lógica e cristã para todos os processos que existem na Terra. O problema é que a humanidade ainda pensa que é descendente dos avestruzes e estão sempre buscando os caminhos mais difíceis, violentos, poluentes, menos eficientes para dar forma e movimento aos seus orgulhosos e vaidosos egos-criadores. Porque não sabíamos que cocô poderia virar energia há mais tempo? Porque tivemos que ir buscar este conhecimento depois de quase destruirmos o ecossistema terráqueo e quase findar com os recursos naturais do petróleo? Se os dejetos podem virar energia, quantos outros paradigmas e formas diferentes de se produzir, se relacionar com o mundo, com o próximo e com nossas próprias dores e doenças , existem e estamos ignorando, no sentido literal da palavra: desconhecer; ou ignorando, no sentido pejorativo da palavra: sendo burros para não ver o que é óbvio?!?
Vocês podem perguntar agora: Tá... entendi, mais porque o filme Monstros S.A. está misturado aqui?
Vocês lembram da história dele? Os bichos-papões do nosso inconsciente coletivo seriam na verdade aliens que precisam vir a Terra assustar e produzir o pânico nas crianças para obter energia produzida pelo susto e pelo medo das crianças, abastecendo assim seu mundo com energia. Contudo, um belo dia um monstrinho simpático, que depois de muitas confusões e situações engraçadas, descobre que a energia do riso é três vezes mais poderosa que a energia do medo. Claro que depois te uma tentativa de manter este segredo bem guardado, a qualquer custo, para não atrapalhar seus investimentos, o dono da empresa geradora de energia baseada no medo é descoberto,  desmascarado e punido. E todo aquele planeta reformula sua forma de gerar energia e são felizes para sempre! (e as crianças da Terra também, já que os bichos papões não mais existirião).
Fica então a pergunta que não quer calar: Quando vamos descobrir os caminhos do amor, do convívio, da partilha, da fraternidade, do perdão e deixar de lado os caminhos do egoísmo e do orgulho?
Todos precisamos quebrar paradigmas todos os dias. Grandes ou pequenos. Em âmbito individual ou coletivo. Eu quero passar de avestruz a trabalhadora de boa-vontade. Você quer?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hipermercado

Lembro-me do tempo dos mercadinhos de bairro, apesar dos meus poucos 38 anos, e das registradoras que pareciam máquinas de escrever. Já naquele tempo, ir a um supermercado maior, como a Casas Sendas de Nova Iguaçu, era um passeio para mim.
Na minha infância, ia passar feriados e férias na casa da Tia Bicila. Ela morava numa casa de vila no Cachambi, e todos os dias ela ia ao CB (Casas da Banha) e voltava com uma ou duas sacolas de papel, além de visitas constantes a um botequim ou “venda”, não lembro ao certo, bem perto da vila, onde ela comprava presunto fatiado na hora, um pedaço de queijo parmesão (que a Rida, tia de criação e que morava com tia Bicila) iria ralar em casa além dos guaranás e sodas-limonada que eram vendidos em cascos de vidro “retornáveis” (claro que naquela época não tinham esse nome, pois não existia outro tipo, logo não precisavam de nome).
Mais tarde fui morar em Carajás e tive que me contentar com todos os dois grandes mercadinhos de lá. Resultado: quando ia de férias para uma capital, entrar num hipermercado, um Carrefour, por exemplo, era como se eu estivesse num shopping, mesmo que estivesse só de acompanhante era um deleite, passear pelas gôndolas que tinham de roupas à sacos de arroz. Isso sem falar na alegria de poder ir numa Lojas Americanas...nuuu bão di mais! E assim passei algum tempo por lá, entre Alvorada e Sul Carajás e passeios alegres, nas férias, a grandes e modernos hipermercados, passeios que não tinha tempo para me estressar com algo ou identificar defeitos pois estava ocupada demais descobrindo as novidades tecnológicas e outras coisas que não conhecia. Coisas do tipo: ficar procurando a balança na área de hortifrutigranjeiros e depois de alguns minutos descobrir que era no caixa, ou descobrir os leitores de códigos de barra para consultar o preço, etc.
Mais aí o tempo passou de novo e cheguei à Campos. Descobri que tinha um Walmart, nem esperei muito para ir lá, acho que fui logo no primeiro final de semana na cidade. Ainda tinha cara de passeio, queria ver como era, se era hiper, se tinha balança no caixa, se vendia de pneu a farinha de mandioca. E era. Tem até um Café na entrada, lojas  como O Boticário e drogaria e um quiosque o Bob’s do lado de fora. Uau, alegria, estava morando numa cidade com um hipermercado. Hoje, alguns meses depois da chegada ele já não é mais considerado um passeio, e já tenho tempo para reparar em outras coisas, como as filas que não andam. É fácil passar uma hora na fila do caixa. Um sábado, estávamos todos nós com as barrigas roncando e o carrinho cheio numa fila que não andava, resolvi eu e Gu, meu sobrinho, ir ajudar a empacotar as compras dos clientes do caixa que estávamos. Sim, porque depois de 2 segundos de observação percebemos que o motivo da demora nas filas era o empacotamento das compras. É caros amigos, tem leitor de código de barra, tem lojas na entrada, vende de um tudo, mais não tem “a moça que guarda as compras”. Assim que eu e Gu começamos a empacotar as compras duas coisas aconteceram. A primeira era que nossa fila andava mais que as outras e todos não entendiam e a segunda é que os clientes que estavam no caixa não entendiam muito bem o fato de nós estarmos ali fazendo aquilo. As vezes eu até achava que eles pensavam que eu queria “desviar” algum produto. Então a cada novo cliente eu perguntava: - Com licença, posso ajudá-lo empacotando suas compras? É que estamos com pressa e assim à fila andará mais rápido. Eles faziam uma cara menos desconfiada e consentiam. Assim foi até chegar nossa vez na fila, alguns minutos depois. Isso aconteceu de novo hoje. Lá estávamos nós, com carrinho cheio, barriga vazia e fila parada. Desta vez Gu e Flávia não estavam conosco e resolvi ir ajudar no empacotamento sozinha mesmo. De novo as caras desconfiadas e eu pedindo para ajudar. Uma senhora perguntou se eu era funcionária, respondi que não, se eu era voluntária, respondi que de certa maneira sim. Estava na mesma fila que ela e com um pouco de pressa por isso resolvi ajudar para a fila andar. Como a cara da dona não mudou muito, com ela resolvi que deveria apenas abrir as sacolas plásticas e não empacotar. Aí, comecei a pensar em como somos bobos. Uns me achando a madre Tereza das empacotadoras, outros enclausurados nas suas cismas e falta de fé na boa vontade em ajudar, e eu por minha vez, na dúvida se estava sendo “boazinha” ou apenas egoísta, afinal meu objetivo final era sair dali e não ajudar. Mais percebi que até quando estamos agindo em nosso favor podemos também ajudar os outros. Porque então, insistimos em só olhar pro nosso umbigo? Porque não podemos escolher o caminho da cooperação? Sem necessidade de rotular em boazinha ou egoísta. Apenas interagir ao invés de ficar na concha da ostra?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Equilíbrio e Disciplina

Tem um programa de TV que faz sempre as mesmas perguntas para os famosos. Uma das perguntas é: qual a palavra preferida deles? Muitos respondem AMOR. É a mais fácil, é a mais politicamente correta para se responder na lata quando não temos uma filosofia de vida, valores a seguir ou uma religião para iluminar nossos caminhos. E não tem nada de errado com a palavra. Ela é realmente muito importante. Mas se a pergunta fosse feita para mim eu não poderia responder com apenas uma palavra. Como (pelo menos) no blog mando eu, vou contar para vocês as minhas duas palavras preferidas.

A primeira é EQUILÍBRIO: Sem equilíbrio nenhuma outra palavra fica inteira. Vou tentar explicar meu pensamento. Vamos usar alguns exemplos:
Amor – teoricamente uma palavra que só trás idéias positivas, coisas boas, mas se ele for em demasia torna-se perigoso. Torna-se possessivo, um amor que não liberta. Tentar possuir um marido, uma esposa, um filho, uma mãe, seja quem for não é amor. É amor sem equilíbrio. É paixão. O amor, como Cristo nos exemplificou e pediu precisa ser equilibrado, manso, paciente, libertador.
Fartura – outra palavra que muitos desejam, mas que novamente sem equilíbrio trás conseqüências desagradáveis. Muito dinheiro sem equilíbrio pode virar ganância ou sovinice. Muita comida sem equilíbrio vira gula, doença, colesterol, barriga, obesidade, etc.
Ideal – ideal é algo que move a humanidade para frente, é o sonhador que vislumbra algo novo e o persegue. Idealistas fizeram, e fazem, progredir o mundo através das ciências, religiões, filosofias. Mas ideal sem equilíbrio vira fanatismo, vira guerra, vira autoritarismo.
Conhecimento – eu sou a primeira a defender o conhecimento, sem ele não crescemos, não podemos salvar a nós mesmos. Mas quando damos importância só ao conhecimento intelectual corremos o risco de nos tornarmos pretensiosos, orgulhosos, corremos o risco de esquecer que o Homem além da razão é também emoção. Se o filosofo disse: Penso logo existo. Eu arrisco dizer: Amo logo sou cristão. Ninguém voará até o Pai Celestial apenas com a asa da intelectualidade, precisamos das duas asas desenvolvidas: a do conhecimento e a do amor.
Acho que vocês já pegaram a minha linha de raciocínio, não é?! Tudo que somos, que fazemos, que queremos tem de ter equilíbrio, sem ele com certeza cairemos da corda bamba, e nem sempre temos rede de proteção embaixo.

A segunda é DISCIPLINA: Conquistar o equilíbrio nos nossos pensamentos, atos e escolhas do dia-a-dia é tarefa difícil. E tudo que é difícil deixamos para depois. Vamos postergando para ver se some como num passe de mágica. Preferimos as coisas fáceis, prazerosas, as “portas largas”. Coisas que nos exigem sacrifício, atenção, esforço, que não trazem prazer só poderão ser resolvidas e superadas com disciplina. A disciplina precede o prazer, a satisfação.
É a disciplina que me leva a musculação, é a disciplina que me faz cozinhar, é a disciplina que me faz dizer não para um pedaço de bolo de chocolate (com sete camadas, lembram?). É a disciplina que me faz comer chuchu. Porém foi a disciplina que me fez começar a ler. Foi a disciplina que me fez começar a estudar inglês.
Se não conseguimos fazer algo por prazer, façamos por disciplina. Ela aos poucos vai transformar aquela ação em hábito. E hábitos são repetidos automaticamente, e se são automáticos não tem tempo para serem penosos. Então pense com o quê você está empregando sua energia disciplinadora, o quê você está transformando em hábito na sua vida. São coisas saudáveis? São coisas virtuosas? Ou são nocivas para você ou para o próximo?
Caros amigos, roguemos a Deus nos conceda Equilíbrio e Disciplina.

Expanda-se

Embora no corpo físico o sentimento seja representado pelo coração e a razão seja representada pelo cérebro, a cada dia que passa vou fortalecendo a teoria de que no campo espiritual esta separação é impossível. Para que nosso espírito evolua, precisamos de um “cérebro pulsante” ou um “coração pensante”. A vida material me deu um irmão e uma irmã.
Quando eu era menina (ontem praticamente), era muito tímida e reservada. Só fiz uma irmã naquele tempo. Se ela faltasse à aula eu não tinha ninguém para conversar no recreio. O tempo se passou e depois que cheguei à Carajás e aprendi a expandir meu conhecimento através do estudo da Doutrina Espírita, sem me dar conta, percebi que meu coração também tinha se expandido. Hoje conto com mais oito irmãs (incluindo aquela primeira do primário) e quatro irmãos.
Um dia seremos capazes de nos expandirmos como uma Tsunami, e não conseguiremos mais separar os amigos dos irmãos. Abrir a mente para as luzes do conhecimento cristão também é muito contagiante. Ao vestirmos a roupa da boa-vontade, da disciplina e do auto-conhecimento tudo a sua volta vira lição. Um filme, uma piada, um livro, um comercial, uma novela. A todo o momento temos olhos de ver e ouvidos de ouvir lições cristãs. Há algum tempo assisti a um filme que me abduziu. O nome em Português era “O primeiro da Classe”, e contava a história verídica de um americano que superou a síndrome de Tourette. Quando falo que ele superou a doença, não quis dizer que ele ficou curado, pois essa doença não tem cura. Mas que ele superou mágoas e problemas que a doença trouxe e construiu uma vida feliz, constituiu família e alcançou objetivos. Eram quase três horas da manhã e eu chorava como bebê ao final do filme. Eram tantas as nuances, tantas lições para se tirar dali, tantos desafios, pequenos e grandes, que o filme me abduziu a ponto de só conseguir escrever sobre ele quase três meses após assisti-lo.
Queridos amigos, a busca pela palavra de Deus, o espírito da boa-vontade e a prece não abrem só o terceiro olho, como diriam os místicos, mas expande-nos infinitamente!

Uma escola chamada DOR

Era uma vez um ratinho que vivia feliz em grande casa de fazenda. Certo dia, o fazendeiro chegou em casa com um gato e o firme propósito de dar fim no ratinho. Grande perseguição seguiu-se durante horas, no melhor estilo Tom e Jerry. Até certa hora que o ratinho fugindo para o curral pediu ajuda a Sra. Vaca: - Me esconda, Dona Vaca. O gato está querendo me comer!
A vaca respondeu que não podia fazer nada, ela era só uma vaca. Ele insistiu e a Sra. Vaca teve uma idéia. Levantou o rabo, e sem cerimônia despejou farto monte de estrume e disse: - Corra, esconda-se aí dentro.
O ratinho, entre o nojo e o medo, falou: - Mas Dona Vaca, me esconder na bosta?!?
Dona Vaca respondeu: Bem, é você quem decide ...
O ratinho ouvindo os passos do gato que estavam mais próximos, olhou para aquele monte de M ...., tomou longo fôlego e pulou. O gato entrou no curral e começou a procurá-lo. Olhou debaixo da orelha da D. Vaca, debaixo do coxo de comida e nada.
- A onde está aquele rato, D. Vaca, fale logo, eu o vi entrando aqui! Perguntou o gato.
- Não vi rato nenhum, sou só uma vaca. Respondeu D. Vaca. Neste momento o ratinho já quase sem fôlego, levantou a cabeça, soltou um pio, tomou novo fôlego e voltou a mergulhar na M.... . O gato atento ouviu e falou: - Ahraamm, achei! Meteu a mão puxou o rato, deu bruta sacudidela para limpar a “cobertura” e engoliu-o de uma só vez.
Moral da história
Nem todo mundo que te joga no estrume, quer seu mal. Nem todo mundo que te tira do estrume quer seu bem. Mais uma vez dentro do estrume não pie!!!!
            Apesar de descontraída, e até um pouco trash, a moral da história traz grande ensinamento do Evangelho do Cristo: “Bem aventurados os aflitos, porque eles serão consolados.”
Quando lemos ou ouvimos conselhos para bendizer o sofrimento e as dores que o mundo e a vida nos impõe respondemos: Está falando isso porque não está doendo em você.
Mas posso afirmar para vocês, a dor e o sofrimento são escolas benditas. Se você venceu muitas lutas na vida, se tem cicatrizes, bendiga-as, pois foram elas te levaram ao caminho da vitória. Elas foram placas sinalizadoras que você soube suportar, soube ler e caminhar em frente. Mais quando o sofrimento nos bate a porta e respondemos com lamentações, injurias, revolta, inconformação, tapamos nossos olhos, ouvidos e razão para as placas sinalizadoras, os limites que oferecerão segurança e além da dor parecer mais doída ainda teremos que passar por tudo aquilo de novo. É como o aluno que não aproveita seu tempo durante o ano letivo e precisa no ano seguinte fazer tudo de novo. Bendizer a dor não é conformar-se. A indiferença, a apatia, a preguiça e a vitimização são tão prejudiciais quanto a revolta. Elas também jogarão espessa cortina de fumaça em nossas mentes. Para sermos aprovados na escola da dor precisamos aprender com os cadernos da resignação, paciência, fé, esperança, prece, coragem e confiança em nós e no PAI Maior, que sempre sabe mais e nos conhece melhor que nós mesmos.