quarta-feira, 11 de maio de 2011

Repetição

Como falei na introdução deste blog, desejo manter uma coerência e evolução no meu aprendizado e minhas reflexões. Mas não prometi que não seria repetitiva. Preciso ser. Somos teimosos contumazes. Estamos sempre repetindo os mesmos erros, os mesmos beiçinhos, e se é assim, só repetindo também os mesmos conselhos.
Somos anjos de duas asas. Uma é a do intelecto e a outra é a da moral. Muitos se dedicam, e por muito tempo, exclusivamente a asa intelectual. É mais fácil. Não precisamos bater de frente com nossos erros e fraquezas. A prova disso é a evolução da humanidade em todas as áreas: educação, filosofia, medicina, tecnológica, robótica, etc,etc,etc. Mergulhamos nas pesquisas, discussões, teorias, trabalhamos sem parar e avançamos, sem dúvida, avançamos. Porém até quando teremos forças para voar numa asa só? Sim porque mesmo com todas as descobertas do mundo científico, o homem mata, mente, rouba, trapaça, guerreia, desmata e tantas outras dores que desfilam nos jornais e noticiários todos os dias. Ainda tentam justificar o desrespeito ao próximo e outros crimes em nome do amor ou da justiça. Será possível? Violência gera justiça?
A verdade é que não temos coragem de nos enxergar. Não queremos conhecer o tamanho da nossa imperfeição e por isso usamos o trabalho e a ciência para ocupar nossa mente e tempo, afim de não questionarmos/confrontarmos nosso orgulho e egoísmo.
Porque os títulos, PHds e deferências aos doutores da ciência são valorizados e festejados e somos completamente incapazes de reconhecer o valor do homem simplório, o verdadeiro cristão, se o encontrarmos no dia-a-dia?  O motorista de ônibus que acha R$ 70.000,00 e entrega a polícia vira notícia! Muitas vezes se não tiramos proveito de situações, não furamos a fila, se devolvemos o troco dado a mais somos taxados de “otários”. Será que são esses os otários?! Certa vez ouvi, e acho que já disse isso aqui: Na terra de olho por olho, todos ficarão cegos! A virtude da humildade não será mesmo encontrada em ribaltas. O verdadeiro cristão não se coloca em evidência. O que não quer dizer que não seja preciso nos esforçarmos para reconhecer estas pessoas e mais que isso, nos tornarmos como ela.
Não devemos abandonar nunca a ciência, mais não podemos nos esconder por detrás dela para não nos dedicarmos à evolução de nós mesmos. Desde que comecei a estudar a Doutrina Espírita, virou uma obsessão (do bem, se me permitem o trocadilho espírita. KKK) minha reforma intima. E, é por isso que não consigo deixar de ser repetitiva. Pois todos os dias temos que repetir para nós mesmos as lições que o Mestre nos deixou. Costumo dizer que ninguém muda ninguém. Só nós podemos nos mudar, transformar. E o modelo para isso é JESUS. Precisamos estar constantemente em contato com suas palavras para que as nossas más inclinações se transformem, como a pedra bruta é transformada em bela escultura a golpes sucessivos e duros da ferramenta. Persistência, confiança, fé, esperança, oração. Essas são algumas das ferramentas da nossa transformação, mais ela não se dará sem dor. A dor e o medo fazem parte da nossa transformação, assim como se houvessem nervos na pedra, haveria dor para ela virar a bela escultura há ser exposta e apreciada.
Vamos então, avante, todos! Vamos ser repetitivos, vamos sempre nos vigiar para que possamos transformar fraqueza em força, tristeza em alegria, medo em esperança, insegurança em confiança. Precisamos mais do que nunca nos esforçar para entender e praticar a máxima: Faça ao outro somente o que gostaríamos que nos fizessem. Só assim estaremos buscando desenvolver a asa da moral, e só assim este mundo mudará verdadeiramente.

domingo, 1 de maio de 2011

Ditado Popular

Volta e meia me pego pensando nos muitos ditados populares que existem. Uns refletem extrema verdade de forma simples e direta:
  • “Todas as lindas flores e os suculentos frutos do futuro dependem das sementes plantadas hoje.”
  • “Temos duas orelhas e uma só boca, justamente para escutar mais e falar menos.”
  • “Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio.”
  • “A ignorância é a mãe de todas as doenças.”
Outros me parecem completamente enganados/errados:
·        “Casa de esquina, ou morte ou ruína.” (Pé de pato, mangalô três vezes – né amigo!?!)
Mas o ditado que tem me ocupado esses dias é o: “Se conselho fosse bom, não era dado, era vendido”. Matutando sobre ele, cheguei as seguintes teorias:
1-     Pode até ser verdade para os que ainda não estão prontos para ouvir conselhos sábios e que os conduziriam à solução de seus problemas. Porque quando não queremos ver a verdade, não adiantam conselhos dados ou vendidos, não adiantam luzes, palavras ou o que seja. Estamos enclausurados em “nossa verdade” e só essa nos alcança.
2-     O conselho pode ser ótimo. Maravilhoso, mais se for vendido não é conselho é consultoria. E consultoria pressupõe um relacionamento profissional, que tende a ser mais frio, distante, imparcial. Distante do amor, do bem querer. Tipo: Eu acho isso, isso e aquilo. Agora é com você. Se quiser executar, ótimo. Se não ...
3-      Mas se estamos abertos a ouvir os conselhos e se esses partem de pessoas interessadas em nosso bem... ahhh, aí esse ditado cai por água abaixo. Ele será sempre bom.
Coloco na categoria de conselhos as nossas intuições também, pois as considero conselhos de amigos espirituais (ou o nome que sua religião atribua a quem nos quer bem e não está exatamente na Terra). Andei com o coração agitado, a mente turbilhonada e porque não dizer, entristecida por não querer acreditar, ou não querer ouvir (ainda não descobri qual dos dois, ou se foram os dois) um conselho que ressoava na minha cabeça e coração: “Calma! Ainda não é a hora disso que você está querendo. Aquiete-se, confie e tudo dará certo. É hora de ficar em casa. É hora de abrir mão.” E a não dar ouvidos a essa intuição/conselho, estava remando contra a maré. O que me fazia ficar ainda mais insegura e preocupada. Foi preciso ouvir o conselho de forma física, ou seja, de alguém daqui da Terra, para me entregar a esta situação e ver como é melhor, mais leve, aceitar o nosso dever. Continua sendo desagradável desempenhar alguns papéis que não eram os que tinha imaginado pra mim, mas não é mais doloroso. Dá pra perceber a diferença? É chato, mais não mata! Já o outro caminho, quando tentamos remar contra a maré o esforço pode nos levar a exaustão e essa, a doenças e problemas que não precisaríamos passar. Então, tenho o prazer de compartilhar com vocês a alegria de não ser o que eu queria. Mas quem me garante que antes eu sabia o que era melhor pra mim? Será que sempre sabemos mesmo o que é melhor pra nós? O que posso afirmar é que meu modelo é JESUS, e enquanto eu estiver buscando estudar, conhecer, entender e viver seus ensinamentos esse será o caminho certo. Não é fácil. Se fosse não estaríamos fazendo isso há séculos e séculos repetidamente, mais o destino de todos nós é a felicidade, portanto não importa o tempo ou nossa teimosia, todas as ovelhas serão salvas!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Para minha amiga-irmã

É preciso saber viver!
É preciso saber viver!
É preciso saber viver!
Como foram felizes os autores deste pop-roquinho. E como é difícil exercitar a simplicidade dessa frase. Porque em tempos de alegria ninguém pode provar seu otimismo, sua força, perseverança, resignação, fé, esperança e tantas outras virtudes que o Mestre veio à Terra exemplificar e ainda nos recusamos a entender. Eu tenho minhas dores, meus familiares tem as deles, minha amiga e irmã tem as dela. Todos tem suas dores. Umas talvez sejam maiores que as outras. Mas o mais importante é o valor que atribuímos a ela. Tudo pode ser superado, se compreendermos as verdades divinas e se aceitarmos nossas dores como lições. Divaldo Franco disse numa palestra: é fácil receitar um remédio amargo quando não é para você. Então, não estou aqui receitando um remédio amargo para ninguém, estou refletindo sobre as possibilidades de se atravessar as tormentas pessoais. Quero atravessar com você o que for preciso. Podemos olhar para o amanhã e ver que sempre nascerá o sol radiante e corajoso pela manhãzinha ou podemos ficar contemplando ‘tempo perdido’ as nuvens negras da tormenta, e de tanto nos concentrarmos nelas nós também já teremos nos tornado um pouco mais negras. É questão de sintonia. A rádio AM não vai pegar na faixa da FM. Outra questão que metemos os pés pelas mãos é na questão do tempo. Uma hora de felicidade e bem menor que uma hora de dor. Dá pra entender? Então, quando estamos dentro de alguma tempestade queremos que tudo passe logo, no nosso tempo, do nosso jeito. Mais as coisas levam o tempo que tem de levar e ai vamos deixando pelo caminho a persistência, o otimismo. Lutemos, que não ficaremos só. Lembre-se que temos uma constelação de muitos amigos superiores querendo nos ajudar e outros aqui mesmo também. Às vezes quero colo, mais às vezes quero te dar colo. Quero chegar perto de você e ficar quietinha a seu lado, só porque te amo. Deixe-nos entrar!!!!

Fazendo Arroz

Sou péssima cozinheira, na verdade nem mereço o título cozinheira. Sou péssima fazedora de comida. Quando a vida me levou a ser dona de casa, xiii... ficou complicado. Lembro-me ainda da felicidade de quando cozinhei feijão pela primeira vez. E olha que não faz muito tempo, isso deve ter só uns 2 anos. Fiz até um email para dar a notícia para alguns amigos próximos de que a missão tinha sido cumprida com sucesso. Pena que não tinha o blog naquela época, senão teria ficado registrado.
Um dos primeiros arroz que fiz esqueci de colocar sal e ficou meio unidos venceremos. A Sophia falou: - Mãe, esse arroz está ruim, aguado. Ops. Rsrsrsrsrsrs
Mais o tempo passa, e vamos ouvindo conselhos aqui e ali. Já repararam na quantidade de segredos para se fazer arroz? Uns dizem: - O segredo é dobrar a medida da água em relação ao grão. Outros: - O segredo é fazer com água quente. E tem ainda os que defendem: - O segredo é refogar bem, quase fritar, antes de colocar a água. A última que me ensinaram é que tem de ir colocando a água aos poucos. Um dia resolvi fazer um arroz com todos os segredos juntos. Não deu certo... esqueci ele no fogo e queimou tudo!!!! Esquecimentos a parte, resolvi adotar os segredos que servem pra mim. Sim porque descobri que, como na vida, o que serve pro arroz de uns pode não dar certo no arroz de outros. Nesta sexta-feira santa o Marcello fez o bacalhau e eu deveria fazer o arroz. De todos os segredos que já me ensinaram os que resolvi que vou usar são: refogar bem, nunca esquecer o sal (claro!), colocar água no olhometro, sempre um pouco menos do que deveria ser o suficiente e antes de secar coloco um pouco mais de água. E não é que ganhei um elogio do Marcello! Ele disse que tava bom. Uau! O fato é que isso não dá certo sempre, às vezes falha. Mas tudo bem, se o saldo for positivo, tá valendo. É porque nem o arroz, nem a vida são formulas matemáticas exatas. Mesmo achando que estamos fazendo sempre tudo certo e da mesma forma de sempre o resultado pode variar. Acostume-se !! Agora estou em busca de segredos para a vida profissional!! Com fé em Deus e na teoria do arroz, vou chegar lá.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma Amiga

Sabe, queria estar aí com você esta semana. E que estou com prisão de ventre emocional, com licença da anatomia. Esse processo de ir-se descobrindo, de tentar achar o caminho certo das coisas, de compreender os designos de Deus para nós é difícil. É, que nem sempre o que queremos é o que precisamos, então temos que descobrir o jeito de viver bem, feliz, com o que precisamos senão não há valor no processo de crescimento. Vou fazer isso, não tenho dúvida, não por mim, mas por ter certeza na proteção e no amor de nosso PAI. E quando não deixamos sensações como revolta ou  raiva nos embaçarem nossa visão, é possível entender todas as nuances do nossos caminhos. A necessidade de cada pedra e cada curva. E agradeço ao Pai não estar com este denso véu sob os olhos, mais é que outro, felizmente mais fino, me cobre esta semana: a tristeza. Não é uma tristeza profunda, essa não. É uma certa melancolia, misturada com o medo das pedras que ainda faltam aparecer. Se, essa semana estivéssemos juntas poderia rir, desavergonhadamente. Sem pretensões de descobertas filosóficas mais também sem vulgaridades. Só rir, com originalidade. Como você. Só sentar à mesa, beber, comer, enfeitadas com lenços maravilhosos muito bem enrolados nos nossos pescoços e deixar os assuntos irem surgindo, um atrás do outro, sem compromisso, sem planejamento. Talvez chorássemos, mais com certeza (ou com cerveja) iríamos voltar a rir. Interessante como foi brotando essa afinidade, essa afeição. Essa semana queria estar aí. Saudades!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Trânsito

“160 pessoas morrem por dia no trânsito brasileiro” , diz a chamada do telejornal. Durante a reportagem seguem-se as discussões entre apresentadores e especialistas e todos colocam a culpa na fiscalização, na impunidade das leis, etc. Enquanto todos nós colocarmos a culpa de tudo no outro, no governo, no externo, nem o trânsito nem o mundo vai melhorar. O trânsito é feito por cada um de nós, ele é o resultado do comportamento coletivo. E, enquanto nosso orgulho e egoísmo nos impedir de assumir nossas falhas e erros não haverá fiscalização ou punição que resolva. Porque isso está combatendo a conseqüência e não a causa do caos de nossas ruas e estradas. Nosso problema (além do orgulho e egoísmo contumazes, da lei do EU PRIMEIRO, EU POSSO, EU VOU, EU, EU) é a educação. Mas aí vocês vão falar: Francy, você não está falando nenhuma novidade. Pois é, e não estou mesmo. Porém o que temos feito para mudar isso? Vamos continuar culpando a falta de fiscalização? Instalando pardais, araras, ou outro nome que quiser dar aos radares para obter cada vez mais multas? Isso só vai encher os bolsos dos corruptos (e isso já é outra história). Para melhorar o trânsito temos que melhorar o motorista, o homem. A educação aqui não é simplesmente a educação da direção defensiva, as provas de balizes, e etc. Temos que investir na educação ampla do ser humano. No conhecimento intelectual, no conhecimento moral, na formação do cidadão. Claro que vamos dar a César o que é de César: precisamos sim de intra-estrutura de qualidade, das leis, dos fiscais (eletrônicos ou não) e da formação técnica do motorista, mas sem condutores que entendam e busquem a prática de virtudes como o respeito, cordialidade, previdência nosso trânsito continuará matando brasileiros. Por isso lembre-se, não podemos mudar o mundo mais podemos mudar a nós mesmos. Eu estou tentando, e você?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Colcha de Retalho

Quero falar de tudo junto e misturado agora. Estou uma panela de pressão e quero falar, falar, falar ...

Dormindo com o inimigo: Descobri que o trio Eu, Cachorro e Apartamento não combinamos. É quase nitroglicerina. Esta bola de pêlos brancos de quatro patas está ameaçando todo o meu esforço em me transformar em uma pessoa melhor. Bom mesmo são as flores, orquídeas, lírios, margaridas... elas não latem, não fazem xixi e nem caquinha pela casa, não saem com as patas molhadas pisoteando toda a casa. Como tudo na vida tem dois lados, o lado bom é que posso vencê-la (ou vencer-me!?), e aí é uma batalha a menos na reforma íntima. Vamos orar, para ver se as duas continuam bem e saudáveis!

Rostos: Que coisa estranha esse negócio de ver pessoas parecidas com amigos e conhecidos por todos os lados. Acho que se olhasse para aquela pessoa em outra época ou circunstância não acharia semelhança nenhuma entre o transeunte estranho e um determinado amigo, parente ou conhecido. Mais desde que cheguei à cidade nova, acho familiaridades em rostos estranhos na rua. Nossa cabeça é mesmo fantástica, acho que isso se dá porque como ainda nos sentimos um estranho no ninho nossa cabeça tenta deixar o ambiente mais familiar e amistoso, então desenha semelhanças onde as vezes pode nem existir. Mais é só uma teoria descompromissada. Como diria Caetano: OU NÃO!!!!!

Retrocesso: Estou decepcionada com a França. Eles aprovaram uma lei que proíbe o uso do véu islâmico em locais públicos. Agora a maior população islâmica da europa não pode expressar sua cultura e religião em escolas, hospitais, transportes públicos, etc. Isso é triste em qualquer lugar do mundo, mas fico mais triste especialmente disso estar acontecendo lá, um dos berços do renascentismo. Da renovação de idéias. Me parece que os franceses do século XVI eram mais espertos.

Fuiiiii. Não dá pra só falar, falar, falar. Tenho que limpar, limpar, limpar também. Beijos