Cena 1: O Brasioca
Cenário: Cinelândia
Assim com eu, uma carioca desgarrada, que um dia passeava pelo centro do Rio com os pensamentos a voar, apresento-lhes agora o Brasioca, esse carioca de nascimento que expandiu seu coração e experiências para todo o Brasil, dobrando esquinas do Oiapoque ao Chuí. E lá está ele, o mesmo olhar blasê para a paisagem urbana, o mesmo sentimento nostalgicamente alegre de rever aqueles lugares, de rever outros cariocas, de nascimento ou não, indo e vindo apressados, sem dar importância para a cidade ou o cenário, para a beleza daquele lugar. Sem ligar para a história do Odeon, para a malandragem do chopp com frango a passarinho do Amarelinho ou para a cultura e imponência do Teatro Municipal e da Biblioteca Nacional. E ainda tem o Cordão do Bola Preta, que sai dali de pertinho, no carnaval. Ser carioca é isso, é amar essa cidade apesar de seus defeitos e bueiros voadores. É continuar carioca, mesmo que não se viva mais lá.
Mas o carioca, de nascimento ou não, que vive na cidade, não está preparado pro frio. Ele está acostumado com a temperatura para shorts e havaianas, e quando faz um ventinho mais frio, digamos lá pelos 20ºc a cariocada, de nascimento ou não, se encasaca toda. Tiram jaquetas e botas empoeiradas dos armários e andam mais agassalhados que pincher de madame no inverno paulistano. Ô povo engraçado (e exagerado)!!
Cena 2: Os cariocas, nascidos no nordeste brasileiro
Cenário: Uma rua do Flamengo
Como já disse, para ser carioca, não precisa necessariamente ter nascido no Rio. Muitos viraram cariocas. E no Rio existe uma mania coletiva de chamar os nordestinos de “paraíbas”. Mesmo que eles sejam baianos, sergipanos, cearenses, etc. E, é claro, que isso incomoda os nordestinos, e não tiro a razão deles, pois afinal assim como nós, eles também querem ter sua identidade cultural reconhecida e esta generalização soa pejorativa. Mais para os nordestinos que se sentem ofendidos por este apelido a cena a seguir será difícil de assimilar ou classificar: Numa rua do bairro do Flamengo, conversam, na frente de um prédio, dois senhores que pelas características físicas e sotaque deixam claro que são nordestinos. De repente, passa por eles um outro, esse um rapaz mais jovem, exibindo um bem penteado topete moicano à la Neymar. Um dos senhores vira pro outro e dispara: “- Olha lá, fulaninho, aquele paraíba, com moicano, não tem nem vergonha, deve tá achando que é o Neymar, maisxxs rapá, num tô dizendu!”
Agora me digam, esses dois senhores, que muito provavelmente são nordestinos de nascimento, são ou não são cariocas?!
Este nome me ocorreu por causa de uma novela, mas o que vocês verão aqui são as reflexões sobre mim, sobre o que observo e sobre o que acredito. Espero ao longo do tempo perceber que tenho sido mais coerente que incoerente, que tenho aprendido mais que desaprendido. E, me gusta, compartilhar com vocês esse caminho.
sábado, 9 de julho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Eu fui ao Circo
Quem não tem Cirque du Soleil vai de Big Brothers Circus mesmo.
É, hoje eu fui neste circo com as crianças. Antigamente as atrações principais dos circos eram os animais. Claro que tinha mágico, palhaço, trapezistas. Mais se não tivesse os bichos são era circo. Tinha de leão a cachorro poodle se apresentando. Hoje em dia, felizmente para os bichos, as atrações principais são mesmo as habilidades dos homens. E a habilidade que mais me encanta nos circos pequenos que resistem corajosamente é o papel “1001 utilidades” de seus artistas. No que fomos as três primeiras atrações tinha como protagonista o mesmo artista. Na primeira ele veio de malabarista, na segunda ele era o palhaço castanhola e, na terceira era o homem pássaro. Apesar das apresentações terem sido muito boas, a curiosidade maior da Sophia foi como ele trocou de roupa e tirou a maquiagem do palhaço tão rápido.
As dançarinas são outra atração a parte. Os colantes são puídos ou com pequenos rasgos, sutians aparecendo, mais elas estão lá, além de dançarinas são auxiliares dos malabaristas, ajudantes em geral e vendedoras nas barracas de batata frita e algodão doce na entrada e na saída dos espetáculos.
Particularmente, neste circo tinha outra figuraça. O apresentador. Não descobri se ele era um típico índio amazônico ou se boliviano sem sotaque. O cara era uma figura, um “gomex” no cabelinho, o figurino, o sapato bicolor ... era tudo muito engraçado. E o discurso, a forma de apresentar?!
Tirando o lado pitoresco da coisa, e figurinos rasgados, rendo meus aplausos a esses artistas. São corajosos e talentosos, se arrojam em plataformas, apresentações e multi-funções sem ter por traz a rica e mega-infraestrutura dos grandes circos. Ser Cirque du Soleil com ingressos (os mais baratos, lá no fundão) de 300,00 reais é fácil. Difícil é manter o picadeiro iluminado, fazendo 3 sessões diárias, onde cada artista tem mais de uma apresentação por sessão, cobrando 20,00 por adulto da cadeira colada ao picadeiro. Isso sim é artista! Mais como dizem: o espetáculo não pode parar!
Musculação
Reforma Intima e musculação! Em minha opinião há similaridades e a maior é que ambas são difíceis e necessárias. Não vou tratar aqui da reforma intima, já tenho escrito bastante sobre isso. Meu assunto hoje, então, é a musculação. Disse o médico de um programa de TV que a musculação libera endorfina, um hormônio que nos traz a sensação de satisfação, prazer. Igual ao que faz um pedaço de bolo de chocolate, e por isso ele conclui: musculação pode substituir o bolo de chocolate... Ô Carlinhos! (legenda para quem não entendeu: Ô mentira!) Vá lá que “hormonalmente” falando, essa afirmação esteja certa, mais daí a igualar o prazer do bolo de chocolate (bem molhadinho e com sete camadas . kkk) ao dos exercícios na academia, tenha santa paciência, né!
Ainda não entendo bem essa história de musculação trazer prazer. O que encontrei até agora na musculação foi a disciplina (para ir a aula) e a sensação de dever cumprido (quando a aula acaba). Será que essa sensação de: Ufa! Missão cumprida! – È a tal da endorfina se espalhando pelo meu organismo?
Seja como for, prefiro deixar cada um no seu devido lugar. Traz um pedaço de bolo de chocolate que amanhã tenho outra aula de musculação para ajudar a queimar essas prazerosas calorias adquiridas......
segunda-feira, 6 de junho de 2011
AMOR
O que vocês pensaram ao lerem o título deste texto?
No amor entre homem e mulher? No amor entre irmãos? Ou no amor maternal/paternal? Este último, talvez, seja o que mais se aproxima do AMOR de que estou querendo falar. As lições estão por toda a parte:
ü Na cultura popular: Gentileza – Gera – Gentileza, escrevia o poeta nos muros do Rio de Janeiro.
ü Em frases famosas, repetidas em redes sociais ou campanhas publicitárias: “Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito.Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. (Dalai Lama).
ü Nas incontáveis recomendações de JESUS CRISTO, escolhendo porém apenas uma: “Ame a teu próximo como a ti mesmo”.
A verdade é que a grande maioria da humanidade, e não excluo aí nenhum país ou crença religiosa, não pode ainda compreender esse tipo de amor que o CRISTO nos recomenda.
Estamos ainda presos a lentes que nos embasam a visão; isso quando não estamos, mesmo, é de óculos escuros! São as lentes do nosso ponto de vista orgulhoso, egoísta, infantil.
Vocês podem rebater: - Agora ela exagerou! Eu? Eu sou justo, eu compreendo o que é esse amor. Será?! Vamos testar: Consegue perdoar o assassino do seu vizinho? E se fosse o assassino do seu filho? Responderíamos, pelo menos a grande maioria, que não. Peraí né, de filho também não! Afinal você mesma começou dizendo que o amor de pai e mãe é o mais próximo do amor que DEUS nos pede?! Como perdoar alguém que tirou meu filho?
Repararam no ... “que tirou meu filho”? O que é isso, senão egoísmo? É forte pensar nesses termos, eu sei. Mais quando o CRISTO nos pediu para perdoar 70 vezes 7, ele fez uma escala dos crimes, algo do tipo: os perdoáveis e os não perdoáveis?
Vamos pensar noutra situação: Não julgue para não serdes julgados. Esta é a recomendação. E o que fazemos? Comprazemos-nos com jornais e revistas, aumentando suas vendas, para saber cada mínimo detalhe do último crime eleito pela mídia como o da vez, como as Isabelas, Eloás, Joanas, João Hélios. Precipitando-nos no julgamento e condenação. Não quero aqui defender ou isentar o criminoso. Não, longe disso. Eles terão que pagar sua dívida, e não só aos homens, mais acima de tudo A LEI. A lei de Deus, a lei da natureza, a lei de Causa e Efeito, dêem o nome que quiserem dar. Ao ferir o irmão nos colocamos contra a LEI e ela irá achar o caminho do ajuste, sem que seja preciso nos colocarmos na posição de juiz e carrasco. É claro que vivemos num mundo imperfeito, e outras leis, as humanas, precisam existir e serem obedecidas. É assim deste os tempos de Móises, onde ele precisou de muitas outras leis além dos 10 mandamentos para manter o povo sob o mínimo de ordem. Porém segue mais uma frase que conheci nas minhas leituras: A constituição é o código de evolução de um povo. Se ainda precisamos de polícia, juizes, repórteres, editores, cuidemos então para não pesarmos a mão e nos igualarmos aos criminosos. Que possamos nos lembrar sempre de que os “criminosos” são apenas irmãos enfermos, doentes da alma. Que desconhecem, ainda mais que nós mesmos, as LEIS DO AMOR, pois se eles conhecessem, não estariam se colocando em posição tão difícil. Isso mesmo, difícil... porque quanto mais agredirem a LEI, mais dolorido e penoso será o caminho de volta. E, se a treva é a ausência de luz, ela só existirá até o dia em que a luz se fizer presente. E ela fará, não duvidem, ela fará! Comecemos nós então a buscar a luz para dentro de nós. Conheça a ti, aconselhou o filósofo, pois só assim descobriremos a onde a luz não chegou.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Bonitas Frases
"Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino".
"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino".
"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."
"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Por que a
sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de
você. E o que os outros pensam, é problema deles."
Bob Marley
"O segredo é não correr atrás das borboletas e arrumar seu jardim para que elas venham até você, no final você vai encontrar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você."
(Mario Quintana)
"A preocupação olha em volta, a Tristeza olha para trás, a Fé olha para cima."
“As flores murcham, os palácios caem, os impérios desintegram-se. Só as palavras sábias permanecem .”
(Edward Thornlike)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O Ponto Negro
Queridos amigos,
o texto a seguir não é meu. Porém ao recebe-lo tive vontade de compartilhar com vocês pois achei extremamente relevante.
Bjs, Francy
****************************************************
O PONTO NEGRO
Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago. Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume. Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha. Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro! O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.
o texto a seguir não é meu. Porém ao recebe-lo tive vontade de compartilhar com vocês pois achei extremamente relevante.
Bjs, Francy
****************************************************
O PONTO NEGRO
Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago. Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume. Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha. Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro! O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.
domingo, 22 de maio de 2011
Cobrança
Nunca queremos ser cobrados por nossos defeitos ou imperícias. Quando a cobrança vem de alguém que também não domina aquela técnica, a cobrança é indevida? Meu orgulho e egoísmo dizem que sim, e, respondo na lata: aprenda e venha fazer melhor, assim não precisarei fazer mais. Mas minha razão sabe que não é tão fácil, tão simples assim. É válida tanto quanto à cobrança do expert. Afinal se até o não expert está vendo os erros...
Mas não é só essa a questão que vem me incomodando: o fato de que ainda não consigo ouvir a cobrança! Até porque reconheço que, nesse aspecto, caminhei um pouco. Antes não ouvia nem a introdução da frase. Agora consigo ouvir calada 50% delas. Não estou falando de um silêncio do tipo: não estou nem aí (entrou por aqui e saiu por ali)! Estou falando de um silêncio respeitoso, de saber que preciso ouvir aquilo. Mais e os outros 50%? Aqueles que respondo, malcriadamente, na lata?!
Bom, é por isso que estou aqui a refletir sobre eles e ver se chego a um caminho que efetive minha vontade de mudar em mudança.
Acho que está aí o ponto central do meu incomodo: se quero mudar (verdadeiramente quero)? Se quero fazer certo? Porque ainda não consigo? O que está no meio? O que impede? Nossa, a essa altura do campeonato, ou melhor, do texto, vocês devem estar achando que eu fiquei doida ou estou querendo transcender o transcendental, filosofar a filosofia, discutir a mauêtica, pleonasticamente falando... Calma, vou confessar a vocês, que todos esses pensamentos tem me ocorrido diante de uma ação muito comum e terrena: dirigir! Para eu dirigir não é um prazer, um hobby, muito menos é uma profissão (apesar de estar mãetorista). Então dirijo porque me dá autonomia, me leva onde quero ir. Depois de algumas “pisadas de bola” por aí, certa dose de confiança e segurança que tinha conquistado para dirigir, ficaram abaladas, e a cada crítica ou erro cometido, menos controle sobre a técnica sinto que tenho. O que cria um círculo vicioso: mais insegurança, mais erros. Como a fuga não é saída que chego a considerar. Resta-me lidar com o dilema. Acho que prática, persistência, alguns bons professores e um pouco de fé (de minha parte) mais também das vitímas, ops rsrsrs, quis dizer dos passageiros, podem ajudar. Se tiverem outras sugestões, podem postar seus comentários abaixo. A mautorista agradece!
Assinar:
Postagens (Atom)